Cabecalho

05 maio 2012

E esses ativos do mal para os cabelos: realmente é isso mesmo?



malvadas

Um assunto que vem sido discutido calorosamente ultimamente são os ativos do mal que compõem nosso dia a dia nos produtos capilares.


Eu, pelo menos, já entrei em diversas ondas que passaram como a polêmica do shampoo sem sal ou não.


Sinceramente a indústria dos cosméticos joga mesmo ativos que são nocivos para os fios (e até para a saúde), porque geralmente são baratos, com isso conseguem vender os produtos com preços competitivos no mercado (e o lucro aumenta).


Claro que produtos que não utilizam esses ingredientes são infinitamente melhores por diversos motivos, mas a grande questão aqui é analisar a quantidade que está sendo empregada, afinal de contas o que realmente faz mal é o excesso.


Acredito que produtos limpos são melhores, mas o grande problema aqui não são esses, sim aqueles que trocam a composição por algo que ainda não conhecemos a longo prazo.


Sei que muita gente vai me xingar aqui, mas sinceramente estou vendo diversas marcas aproveitando desse "pavor" que alguns ativos estão causando para substituírem esses ingredientes por outros que podem ser mais prejudiciais ainda.


Aqui voltamos na história da escova progressiva, tiraram o formol e colocaram ativos "novos" que não sabemos o que fazem ao longo dos anos, agora quem passa acredita que está "segura" sem ao menos imaginar que está sendo cobaia.


E o sal no shampoo então, faz mal? Sim, mas não tanto quanto divulgaram.


Meus cabelos gostam mais de produtos sem sal por serem menos agressivos, mas confesso que para isso preciso abrir mão da espuma, eu faço? Não muito, na minha cabeça ainda preciso dela para sentir os fios limpos.


Adianta retirar o sal da composição e colocar outro no lugar?


Isso foi o que aconteceu na realidade, aproveitando do medo do sal, hoje em dia compramos produtos sem sal na embalagem, mas com outro ativo atrás disso e com diversos asteriscos pequenos.


Não estou falando aqui que não devemos procurar evoluir, acredito que a indústria cosmética precisa melhorar, cada dia que passa precisa usar a tecnologia para se aperfeiçoar.


Mas acho que precisamos ter outras preocupações, como o que está sendo substituído para não piorar a situação ainda mais.


Eu já comentei aqui no blog sobre o texto maravilhoso da Carla do eu Amo Cabelo aqui sobre os tais ativos do mal, lá ela escreve sobre a carbocisteína, sulfato, parabeno, óleo mineral e silicone.


São vilões? Sim, mas a diferença entre o seu benefício x necessidade de uso está na concentração, cuidado para não estarem retirando algo da fórmula e colocando outro ativo bem pior!


Não estou falando aqui sobre cosméticos completamente limpos, esses realmente não prejudicam em nada nosso organismo e percebemos isso pelo preço, mas sim daqueles comerciais que hoje em dia são baratos e passam a falsa ilusão que não possuem esses ativos.


Um exemplo disso é a tal progressiva novamente, meu cabelo é liso só que perdeu a forma nas pontas, como queria ele escorrido fiz e depois me arrependi porque acabou com meu cabelo (sem falar o mal do formol no organismo). Valeu a pena? Não, então simplesmente preciso viver sem isso procurando soluções que podem não deixar o cabelo chapado, mas pelo menos não fazem mal.


Eu abri mão da praticidade para cuidar da saúde do meu cabelo e do meu organismo.


Agora acho engraçado quem não vive sem a escova como uma amiga química (ok agora perdi a amiga agora rs) que se preocupa se o produto tem sal ou óleo mineral, mas o formol de 2 em 2 meses joga na cabeça rs.


Entenderam a ironia disso?


O grande problema aqui é se preocupar tanto em não ter ativo tal na fórmula e nem ligar com o que estão colocando para substitui-lo, infelizmente se o preço não mudou tenha certeza que coisa boa não foi.


Exigir que as marcas melhorem é nosso direito e obrigação, mas até ai tomem cuidado, estão vendendo muito gato por lebre.


Pelo amor não estou falando aqui que produtos "limpos" não valem a pena ou que não devemos nos preocupar com a nocividade dos cosméticos, pelo contrário até, o que quero dizer é que muitos ativos que consideramos vilões estão sendo substituídos por outros que a longo prazo não sabemos o que podem fazer.